A ciência real por trás de Overwatch – Parte 2


Nosso amado jogo da Blizzard possui muito mais ciência do que aparenta e por isso mesmo, hoje daremos continuidade ao primeiro post sobre a ciência real por trás de Overwatch. Abordaremos aqui como é possível Zenyatta não tocar o chão, e porque o Lúcio cura com música, entre outros aspectos interessantes.

Levitação Quântica

A tecnologia que permite que os carros de Overwatch não possuam rodas ainda está em estudos para implementação em larga escala, mas ela já existe. Zenyatta provavelmente faz uso dessa tecnologia para se manter acima do chão no jogo o que é totalmente válido do ponto de vista das promessas científicas às quais a levitação quântica está ligada.

Basicamente, um campo eletromagnético forte aliado a supercondutores é capaz de criara “amarras” invisíveis no objeto supercondutor mantendo-o no ar e obedecendo os movimentos de direção do campo magnético a que está preso. Esse tipo de tecnologia está sendo estudada principalmente para a criação e melhoria de sistemas de transporte mais limpos, rápido e eficientes, já que, como não existiria atrito sólido entre rodas e chão, motores poderiam trabalhar com menor força e consequentemente com menor energia.

O grande entrave atual é que não existem supercondutores capazes de operar à temperatura ambiente. Hoje, esse efeito só é obtido ao resfriar o material a muitos graus abaixo de zero. Cientistas estão trabalhando para achar um material que aja como supercondutor sob temperaturas mais maleáveis.

Criogenia e Crio estase

Mei permaneceu em estado crioestático por muito anos no Ecoponto: Antártida. Criogenia é uma tecnologia real e sempre está em estudo e avançando. Congelar é uma forma muito antiga de preservar alimentos desde os primórdios da era do gelo e ainda é muito efetiva atualmente.

Não faltam campos de aplicação para essa tecnologia. Ela já é usada para preservar células tronco de cordão umbilical, óvulos, espermatozoides e embriões. Também é utilizada para preservar tecidos humanos e animais para estudos longos. Ela pode igualmente ser usada no combate ao câncer e a outras doenças específicas.

O maior problema dessa tecnologia, é que na verdade ela é mais danosa do que benéfica a termos macroscópicos.

Muito se fala sobre criopreservação humana, onde pessoas sonham que seus corpos congelados sejam reanimados no futuro. Não estou dizendo aqui que isso é impossível, mas congelar um indivíduo totalmente sem que seu corpo sofra é muito complicado. A nível celular, é possível preservar a vida pois utilizam-se na solução a ser crioperservada, subtâncias chamadas crioprotetores.

Esses crioprotetores agem protegendo a célula da morte por formação de cristais de gelo intra e extra celular. Macroscopicamente falando, tecidos muitos volumosos não podem ser totalmente criopreservados pelo fato do crioprotetor não conseguir atingir todas as células. Além disso, muitos crioprotetores são tóxicos, e são geralmente lavados ao descongelar as células para evitar problemas em infusões humanas.

Desse modo, a habilidade Congelamento Criogênico de Mei é uma livre interpretação do que a ciência promete no futuro quanto à tecnologia aplicada ao corpo humano. Uma vez que para preservar um corpo inteiro, é necessário remover o sangue e substituir por crioprotetor. Hoje, não é possível congelar um ser complexo vivo e descongelá-lo sem danos graves.

Cura pela Música

Lúcio promove cura e movimento com sua música. No jogo é um termo superlativo de uma técnica que já existe hoje em dia, que é terapia musical.

Os efeitos de ondas sonoras são benéficos e isso não é descoberta recente. Música pode ser utilizada para curar depressão, fadiga, indisposição e muitos outros males de origem emocional. Não é à toa que Lúcio seja um personagem com tão alta estima.

Recentemente, estudos sugerem que escutar música todos os dias mantem a mente saudável e o estado de alerta mais responsivo. Isso faz todo o sentido dentro do jogo, já que Lúcio não só apenas promove a cura do grupo, como também motiva seus aliados a se mexerem com maior velocidade.

Da mesma forma que uma música boa pode curar, alguns sons também podem causar prejuízos. Muitos sons altos  e agudos mais ferem os ouvidos e a mente do que pode parecer, e além disso, muitas técnicas de tortura e tática militar se utilizam dá música. Uma música estridente em volume exagerado repetidas infinitas vezes pode ser altamente prejudicial ao sistema cognitivo.

Super Soldado

Soldado 76 e Widowmaker passaram por processos visando sua melhoria física e metal com a finalidade de se tornarem melhores em combate. Produzir super soldados é um sonho de grande parte das forças armadas mundial, e isso é preocupante.

Produzir super soldados é eticamente questionável atualmente, mas isso não impede que cientistas estudem formas de realizar esse feito. Em teoria, seria possível realizar esse procedimento a nível genético, utilizando engenharia gênica como falamos na primeira parte desse artigo. Poderíamos “fabricar” um ser humano mais resistente, mais forte, com maior fôlego, melhor visão entre outras aplicações.

Durante guerras, governos sempre tentaram melhorar o desempenho de seus soldados ao máximo, utilizando drogas e estimulantes. Não era raro o uso de substâncias ilegais para manter um soldado acordado por exemplo. Inclusive experimentos paranormais foram implementados. Já dizia o ditado: No amor e na guerra, vale tudo.

Ainda assim, melhorar o desempenho de uma pessoa de forma permanente ainda é um desafio, principalmente pela ética médica envolvida. Manipular embriões humanos até o momento é proibido. Modificar um ser humano já desenvolvido é um problema que ainda não foi totalmente resolvido.

Além disso, apenas modificações e melhorias não são por si só capazes de gerar um super soldado. De nada adianta ter tantas habilidades se você não sabe o que fazer com elas. Sem treino não há recompensa, e isso se encaixa nesse tópico também. Um super soldado seria exposto a uma carga muito maior de treinamento para maximizar sua eficácia.

Soldado 76

“Aquelas coisas que eles injetaram em mim tem que valer alguma coisa” – Soldado 76

Isso nos remete que Morrison provavelmente recebeu terapia gênica para ter seu desempenho melhorado, fora outros procedimentos médicos aos quais ele possa ter passado.

Widowmaker

Ela foi condicionada via lavagem cerebral e tortura a agir como uma pessoa sem sentimentos:

Ela recebeu extenso treinamento em artes ocultas e, então, sua fisiologia foi alterada, reduzindo drasticamente seu ritmo cardíaco, o que deixou sua pele azul e fria, e entorpeceu sua capacidade de sentir emoções humanas.

Reduzir o ritmo cardíaco é uma condição totalmente aplicável a um atirador de elite. Inclusive, já existem drogas e técnicas capazes de reduzir a frequência cardíaca, que são utilizados por snipers durante guerras. Isso só mostra o quão especializada Widowmaker é.

Outra forma de fazer super soldados, é utilizando tecnologia para conceder a eles habilidade via roupas especiais e exoesqueletos. Vários jogos tratam isso de forma bem concisa como Crysis e Call of Duty, e mostra exatamente as vantagens e problemas que isso pode causar. Esse assunto específico será abordado em um post futuro. Aguardem.

Campos de Força

Campos de força ainda não existem no nosso mundo. Mas isso não impede que cientistas apliquem suas teorias para tentar. Há várias definições de “campo de força” no que toca aos recursos utilizados. A teoria do campo de força utiliza a força dos elétrons como repulsores de energia, já outros estudos visam a criação de uma “parede” de plasma temporária que anule impactos. Talvez ainda seja muito cedo para vermos um enorme escudo de energia sendo içado por um cavaleiro e bolhas protetoras concedidas por uma russa halterofilista, mas a ciência permanece caminhando.

Se pensarmos como as habilidades dos heróis que utilizam barreiras funcionam (vamos deixar Symmetra fora dessa, já que sua barreira é claramente feita de luz sólida) eles basicamente estão calcados na teoria do campo de força, já que Zarya utiliza um canhão de partículas para lutar.

Reinhardt e Winston já utilizam barreiras que podem agir como uma parede de plasma, apesar de na prática isso não ser muito viável dentro do mundo real, pois o plasma para ser produzido, exige que alguma coisa (no caso o ar) seja aquecido a uma temperatura altíssima.

A física quântica também é uma promessa, talvez cheguemos a ver algo sendo produzido nesse sentido.

Você gostaria de nos indicar alguma tecnologia que ficou faltando? Aguardem o próximo post semana que vem e comentem!

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Sobre o autor | Website

Jogador casual de forma séria, interessado em qualquer coisa que possa ser controlada numa TV. Habilidades questionáveis em jogos de tabuleiro e agraciado pela sorte em 50% dos casos. "As amarras da sua mente, são sua prisão"

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