A Ciência real por trás de Overwatch – Parte 3


A humanidade sempre tentou melhorar seu próprio desempenho. Drogas, técnicas de treinamento, e modificações sempre fizeram parte dos planos para melhorar o corpo humano. O uso de tecnologia para acelerar o ganho evolutivo humano e chamado transhumanismoEm Overwatch vemos diversos heróis fazendo uso de tecnologia para serem mais do que meros humanos.

Próteses

muitos heróis no jogo contam com membros sintéticos que possuem funções extras além da substituição. O braço do McCree age como estabilizador melhorando a precisão. As pernas de Hanzo permitem que ele escale paredes. Os implantes de Sombra permitem que ela acesse sistemas provavelmente diretamente em seu cérebro. O braço de Symmetra age como um super condutor.

Hoje, próteses possuem a função de suprir a falta de algum membro a fim de melhorar a qualidade de vida do paciente. As pesquisas caminham cada passo por vez, mas ainda não é realidade uma prótese totalmente funcional. Isso se deve ao fato que ainda não é possível uma conexão plena entre cérebro do paciente e sua prótese. Pelo menos tomar um cervejinha já é possível 😀

Próteses totalmente funcionais controladas pelo cérebro são o grande sonho da medicina. Apesar dos avanços, ainda não é possível controlar uma mão protética de forma milimétrica como um membro genuíno, mas isso já está sendo possível em testes. Esses aparatos geralmente se movem com estímulos musculares de regiões proximais às quais está instalado. Chips controladores ligados a terminações nervosas que possam mover membros sintéticos será uma realidade nos próximos anos.

No futuro, membros poderiam em tese, ser substituídos com a real função de melhorar algum aspecto humano. Uma par de pernas que corre mais, um braço que levanta mais peso, músculos que possam resistir por mais tempo entre outras. Isso no transhumanismo é chamado de Aumento.

Exoesqueletos

Outra forma de sobrepassar as limitações humanas é o uso de armaduras e exoesqueletos tecnológicos que dão força, mobilidade e proteção a quem os veste. Exoesqueletos também são promessas para trazer mobilidade a pessoas que não podem se mover por si próprias. Um exemplo claro de exoesqueleto aplicado à medicina, é o criado e desenvolvido pela equipe do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, que permitiu que um paraplérgico desse o chute inicial na abertura da copa do mundo do Brasil em 2014. Exoesqueletos são uma alternativa na recuperação de pacientes que perderam parte dos movimentos e estão inclusos em algumas sessões de fisioterapia no exterior.

Há muitos projetos envolvendo máquinas que podem ser controladas por um piloto com o foco em proteger seu condutor e ser mais resiliente ao terreno e inimigos. Já existem inclusive produtos assim à venda.

Outra aplicação mais prática para o uso de exoesqueletos robóticos é no campo militar e construção civil.

No jogo podemos ver claramente o uso dessa tecnologia com D.Va e seu mecha, Pharah e a Raptora, Reinhardt e sua armadura e Mercy e a Valquíria.

Fazendo o Robocop

Genji se encaixa num tipo especial de modificação. A da substituição do corpo todo por uma duplicata robótica.

Isso claramente, é apenas ficção científica. Não é possível substituir órgãos vitais em detrimento da tecnologia. Quem viu o remake do Robocop de José Padilha se deparou com a cena chocante onde o protagonista descobre que de orgânico, restou apenas a cabeça a mão direita e os pulmões. Isso não é possível, pelo menos não agora.

Genji foi quase morto por Hanzo, e considerando que Mercy teve que substituir TODO o corpo do ninja, o filho mais velho do clã Shimada deve ter feito um estrago bem violento no irmão mais novo. Se temos o problema de fazer com que o cérebro controle um único dedo de uma mão protética, o que dirá um corpo inteiro!

Genji vive em um dilema ético e espiritual envolvendo sua transformação que vai além do físico e entra no psicológico. Como não se compadecer de uma pessoa que não se sente no próprio corpo?

Ética

Até aqui, vimos os avanços da ciência nesse campo promissor. Mas, e se chegarmos ao ponto abordado pela série Deus Ex? E se tivermos a opção de abdicarmos de um membro saudável em prol de uma máquina que nos dê desempenho superior? Você abandonaria seus braços por mais força? Removeria as suas permas por mais agilidade? O que nos torna humanos? Quem somos agora, e o que seremos se nos tornarmos um “Robocop”? Ainda teremos alma?

São questionamentos muito profundos para se preocupar agora. Vamos deixar que o futuro nos responda essas questões.

E aqui, termina essa série de post científicos. Se você chegou aqui primeiro, leia as outras partes linkadas abaixo. Espero que tenham gostado e deixem comentários. Gostamos de conversar!

Parte 1 – Parte 2

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Jogador casual de forma séria, interessado em qualquer coisa que possa ser controlada numa TV. Habilidades questionáveis em jogos de tabuleiro e agraciado pela sorte em 50% dos casos. "As amarras da sua mente, são sua prisão"

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