COMPETITIVO Renan Klopper

Meta Report – O que mudou em 1 ano de Overwatch (26/05/2017)

Poderíamos estar farmando caixinhas do evento de Aniversário de Overwatch, mas estamos aqui trazendo um Meta Report especial. Dessa vez trazemos um apanhado que mostra o que mudou em 1 ano de vida do FPS da Blizzard.

Foi um ano muito divertido mas teve seus momentos tenebrosos. Qualquer um que tenha se aventurado pela época onde não havia limite de heróis e víamos partidas com 6 Torbjörns contra 6 Bastion, por exemplo, deve ter pesadelos até hoje.

Tudo isso afetou o meta em campeonatos, obviamente. E é destes torneios que tiramos o parâmetro que sempre usamos nos nossos Meta Reports.

Novamente com base no Overbuff, podemos fazer uma análise de como todas as atualizações acabaram afetando o meta de Overwatch.

Não se assuste com a imagem abaixo, confira o gráfico clicando neste linke vem com a gente!

Antes de mais nada, a imagem acima é apenas uma referência, o maior proveito pode ser tirado clicando no link de cima onde podemos passar o mouse nos ícones dos personagens ou nas barras para termos uma ideia de o quanto este foi usado e em determinados períodos.

De posse destas informações podemos começar analisando algumas alterações e, principalmente, o impacto que atualizações e inclusões de novos heróis teve no jogo.

A diferença na oscilação do gráfico se dá ao período negro sem limite de heróis, o que fazia com que Lúcio tivesse bizarros 124% de utilização, por exemplo.

Suportes

Primeiramente, é interessante ressaltar que o Lúcio reina soberano basicamente desde que o jogo foi lançado. A única diferença é que, com suas recentes modificações, o personagem caiu de 95% para 92% de utilização pela primeira vez em muito tempo. O que claramente é algo a ser observado.

A brusca queda na utilização da Mercy, que deu lugar à um salto do Zenyatta, se deve ao seu poderoso orbe da discórdia que, diferente dos 30% de hoje, dava 50% de bônus de dano. Coincidência ou não, tal oscilação teve início no período de introdução da Ana ao elenco.

A ascensão da Ana também é notável. Juntamente com a adaptação dos jogadores à recém-introduzida heroína, a época de combos como a Beyblade e a nano-lâmina fizeram com que sua utilização aumentasse vertiginosamente até o nerf em seu estimulante, que deixou de dar velocidade, o que acabou afetando mais o Reaper do que a própria healer.

Isso e a importância que ela teve na sustentação do Meta cheio de tanques.

Tanques

O Meta com três tanques fez com que a utilização de todos fosse abalada. Alguns buffs trouxeram a D.Va para o meta, o que não durou tanto, enquanto uma série de nerfs acabou fazendo com que a Zarya fosse caindo cada vez mais. Ela já chegou à ser utilizada em 89% das vezes, caiu para 9% e está em 27% atualmente.

Embora muita queixas fossem ouvidas acerca do gancho do Roadhog, este nunca chegou a ser superior enquanto Reinhardt e Zarya estavam dominando entre os tanques. Nosso querido porco teve seu espaço no meta de triplo tanques mas depois de algumas modificações hoje conta com apenas 18% de utilização.

Talvez estejamos no melhor momento do Winston. O buff simples que fez com que o cooldown de sua barreira começasse a contar assim que a mesma fosse utilizada, e a redução da área de seus acertos críticos, colocou o personagem no Meta e parece que sua utilização, que hoje é de 72%, tende a crescer ainda mais.

Um certo sul-coreano chamado Miro também pode ter influenciado nessa porcentagem… Vai saber.

Ofensivos

Mesmo sem sofrer muitas alterações diretas, hoje a Tracer é o segundo herói mais usado em torneios com 78%, só atrás do Lúcio. Muito disso tem a ver com alterações nos outros heróis DPS.

McCree e Soldado 76 sempre alternaram posições graças a nerfs e buffs. Um cowboy (ou mais, quando não existia limite de heróis) com dano tão alto, uma suprema tão devastadora e que ainda podia cancelar a mesma, fazia estrago em qualquer jogo e chegou a dominar o meta até sofrer com nerfs agressivos em sua habilidade de descarregar o tambor.

Já o soldado é o contrário. No início, muitas vezes dava lugar à Widowmaker quando a necessidade era hitscan, mas com buffs recentes ele chegou a ser o DPS mais escolhido em certo período e hoje ainda tem 52% de utilização.

Reaper e Genji tiveram seus momentos áureos. Muitos destes graças à Ana, outros à alterações no próprio meta.

Hoje em dia, com 0% de utilização, Reaper pode reaparecer graças ao buff recente em sua forma fantasma. Isso só o tempo irá dizer.

Genji ainda é escolhido, sempre teve uma utilização linear, e vem passando por alterações que podem colocá-lo novamente entre os ofensivos mais escolhidos, já que o Meta atual não comporta tantos tanques, embora Winston ainda seja um pesadelo para o ninja ciborgue.

Defensivos

Embora chatos (não podemos negar), os heróis defensivos nunca tiveram tanta representatividade em campeonatos. Entre os destaques estão Mei e Widowmaker.

Mesmo que utilizada de forma situacional, Mei foi o personagem defensivo mais utilizado, chegando a 33% de utilização em seu auge. Algumas modificações em sua suprema fizeram com que ela aos poucos deixasse o Meta.

Widowmaker também é utilizada da mesma forma, ainda não recebeu nenhuma grande modificação e ainda assim hoje é a mais utilizada com 4% frente aos 1% de Mei e Torbjörn.

Os heróis defensivos vêm passando por diversas modificações. Bastion, Torbjörn, recentemente Junkrat e, principalmente Symmetra, foram os mais visados, embora pelo visto tais mudanças não tenham colocado os mesmos no Meta.

Até o Hanzo sofreu alguns buffs na última atualização. Se vai ou não afetar o Meta, isso veremos com o tempo.

Desde que Overwatch foi lançado muita coisa mudou e continua mudando.

No próprio jogo, vários arquétipos já foram testados e heróis continuam variando de utilização.

Esperamos que o jogo continue assim e crescendo cada vez mais para que daqui a um ano voltemos com um novo Meta cheio de novos heróis e modificações!

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