COMPETITIVO E-SPORTS OVERWATCH LEAGUE Marcelo "Mekanos" Timóteo

Meta Report | Overwatch League

Já faz um tempo desde nosso último Meta Report. Isso na verdade tem até um motivo plausível. O Meta não mudou muito nesses últimos meses, apesar dos balanceamentos sofridos em Overwatch

Para começar, ainda temos o Dive, como principal composição e estratégia de jogo. Pelo visto, enfraquecer o poder da Matriz de Defesa da D.Va não foi o suficiente para que um novo meta surgisse. A Overwatch League está aí para provar.

Claro, esse tipo de composição não tem muito valor sem um bom suporte curandeiro e talvez, Mercy tenha uma grande parcela de participação na manutenção desse meta.

Dive, o Meta que manda na Overwatch League

É inegável. Quanto mais agressivo for um time, mais rápido o jogo se desenrola. Nada melhor para isso que o Dive.

Pular de cabeça na batalha arriscando tudo e tentando ficar vivo o máximo de tempo possível é a estratégia que reina tanto no campeonato quanto fora dele, nas suas partidas ranqueadas.

Tanques

Winston ainda é muito importante para essa composição e ele aparece em praticamente todas as formações, talvez exceto para momentos de escolta de carga. Winston não possui apenas a característica de literalmente, mergulhar nos inimigos. Ele também possui uma vantagem muito forte quanto à counterar barreiras, já que seu Canhão de Tesla atravessa-as. O gorila é parte importante de ataques em Dive, e também muito utilizado para barrar ataques semelhantes.

D.Va aparece também ao lado de Winston em quase toda partida. Diferente do macaco, a coreana é útil em qualquer situação e se encaixa muito bem em variadas composições. Apesar do nerf sofrido no seu âmbito defensivo, D.Va se tornou uma máquina mortífera capaz de realizar pickoffs e sumir de vista em um piscar de olhos.

Orisa se tornou uma peça importante, sobretudo onde um tanque âncora é necessário, tal qual na escolta de cargas. Ela surpreendentemente conseguiu cumprir com melhor eficiência o papel de Reinhardt se tornando uma opção não só viável, mas necessária para manter a equipe agrupada e protegida.

Os outros tanques aparecem ocasionalmente também, seja para realizar uma ação específica, proteger um suporte e a backline, realizar um pickoff ou simplesmente aguentar porrada pelo time por quanto tempo for possível. Afinal, cada milésimo de segundo conta em jogos de alto nível assim.

DPSs

Praticamente todos os ofensivos estão achando seu espaço para brilhar no campeonato. Até mesmo Doomfist está mostrando um bom desempenho, sobretudo nas mãos do brasileiro Hydration pela LA Gladiators. Claramente, ofensivos híbridos (como Sombra) e especialistas estão sendo utilizados mais em situações específicas apenas para cumprir objetivos, e logo são trocados por versões “mais efetivas”. Isso quer dizer que Genji, Soldado 76, McCree e até o Reaper estão aparecendo muito nos jogos.

Além disso os personagens defensivos permaneceram presentes por toda a primeira semana do campeonato. Junkrat, devido à sua força atual, se tornou pick praticamente obrigatório e está aparecendo com uma frequência bem considerável. Hanzo, Widowmaker e, surpreendentemente, Bastion, estão fazendo seus valores nas mãos dos nosso habilidosos atletas.

Suportes

Mercy, é a rainha da OWL. Está dominando e decidindo quem vence e quem ganha as partidas. O poder da médica suíça é tamanho, que apenas a presença dela já adiciona vantagem para a vitória. Mercy está sendo tão necessária que toda partida, em todo jogo, de todos os time, tem.

Para se ter base do poder da loira, os coreanos da Seoul Dynasty perderam o primeiro push em Junkertown contra Dallas Fuel simplesmente porque não tinha uma Mercy na sua composição.

Segundo estatísticas do jogo, nos elos mais altos, Mercy está com um pickrate de 100%. Talvez o nerf que ela sofrerá em breve no servidor oficial não seja tão equivocado. Falaremos disso mais tarde.

Ao lado de Mercy, Moira tem mostrado um utilidade ímpar, complementando a cura que Mercy não alcança e dando sustain em área dentro dos 15 metros do spray. Além disso, os Orbes de cura são muito efetivos para equipes agrupadas, característica essa presente que você talvez tenha notado, nos times profissionais.

Também muito presente, Zenyatta mostra que apesar de ser fraco contra heróis muito móveis, quando bem protegido é capaz de realizar muito estrago. O debuff fornecido pelo Orbe da Discórdia está sendo muito valorizado nessas composições agressivas, sendo o próprio monge uma fonte de dano que não deve ser ignorada.

Off Healers

Lúcio ainda está sendo muito utilizado para realizar engages e disengages e sua cura em área não está sendo subestimada. Entretanto ele não está aparecendo tanto quanto nos metas primordiais, sobretudo pelo alcance de sua música reduzido. Ele cumpre melhor seu papel em mapas onde os abates de ambiente são possíveis, como Ilios.

Ana, apesar do buff no dano que sofreu recentemente, não está com a força dos tempos áureos do meta Triple Tank. Ela ainda cura na mesma proporção, mas seu trabalho fica prejudicado pelo Dive dos seus aliados. Seus companheiros se movimentam demais, pulam muito e ela não tem mobilidade para compensar tanta agitação. Ela ainda aparece ocasionalmente como suporte tático em alguns mapas, mas claramente Mercy anda fazendo um trabalho muito mais eficiente.

“Todos os heróis foram utilizados, exceto…”

Um fato triste, porém totalmente plausível e incontestável, é a total ausência de Symmetra em qualquer composição formada, desde os playoffs.

Symmetra não possui espaço algum em composições de Dive por inúmeros motivos. Muitos counters, pouca mobilidade, pouca utilidade e dependência total da equipe. Ter suportes que curam aliados é muito mais importante que um suporte utilitário que é facilmente morto, cuja suprema pode ser obliterada com risco mínimo para a equipe inimiga e acabar por não trazer muitas vantagens para seus aliados.

Tão pouca utilização pode significar alterações na personagem, já que não é saudável um jogo possuir tantos personagens e um único não tenha espaço nem por um momento. Symmetra pode até ser efetiva em elos mais baixos nas suas ranqueadas, mas em jogos de alto nível como esse que estamos testemunhando, ela simplesmente não funciona.

Já é hora do Meta Dive morrer?

Uma crítica constante da comunidade é que todos estamos, de certa forma, cansados do Meta Dive. Já estamos sem mudar efetivamente de meta desde o fim do Triple Tank. Todos os esforços em balanceamento da equipe de desenvolvedores falhou em mudar totalmente o Dive.

Ele sempre volta, reformulado, e curiosamente mais agressivo que antes.

Já escutamos diversas pessoas reclamando que os jogos estão monótonos e previsíveis. Há várias postagens nos fóruns oficiais pedindo o fim desse meta. As pessoas sugerem regras novas para campeonatos para tornar as equipes mais dinâmicas e variadas. O Pick ban é uma dessas sugestões, e dividiu os que discutiram tal abordagem.

Enfim, para que o Meta Dive morra, é necessário uma mudança profunda no jogo. Uma mudança a ponto de tornar os mergulhos inviáveis ou facilmente counteráveis.

Mercy tem uma parcela muito grande em manter o Meta Dive vivo. Seu poder de sustentação da equipe durante um mergulho quando a Valquíria está ativada é excepcional. Além de claro, ela poder ressuscitar dois aliados instantaneamente anulando o contra ataque inimigo. Para que o Meta Dive morra talvez seja necessário diminuir muito o poder de Mercy, e por isso talvez esse nerf que virá não seja tão ruim.

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Sobre o autor | Website

Jogador casual de forma séria, interessado em qualquer coisa que possa ser controlada numa TV. Habilidades questionáveis em jogos de tabuleiro e agraciado pela sorte em 50% dos casos. "As amarras da sua mente, são sua prisão"

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  • Eduardo Gontijo

    Boa, continue sempre com o site ativo! o/