COMPETITIVO ESPECIAL NOTÍCIAS Marcelo "Mekanos" Timóteo

Os reais motivos do Rework da Mercy

Semana passada todo fomos pegos de surpresa, inclusive eu, com a notícia de que Mercy receberia um Rework total. Passado alguns dias e depois de testes no PTR, muito jogadores ainda continuam insatisfeitos com as alterações na médica suíça.

Se você estava na Colônia Lunar Horizon durante esses dias e não sabe o que aconteceu, Mercy será modificada completamente. A antiga Mercy está morta, e agora temos praticamente uma nova heroína no jogo.

O ponto mais chocante das alterações, foi a demoção da sua Habilidade Suprema para uma skill comum com cooldown elevado e uso limitado. Mercy não ressuscita grupos de heróis mais, e é exatamente esse o ponto chave que está causando tanta discussão.

Mas, o que leva os desenvolvedores a modificarem um herói completamente?

Usabilidade

Muitas vezes, um herói não está sendo utilizado por vários fatores. O mais impactante, é que ele pode não estar sendo útil dentro do jogo. Outro motivo pode ser que a diversão proporcionada por ele não esteja dentro dos conformes previstos pelos desenvolvedores.

Um exemplo muito claro de Rework nesse sentido foi o da Symmetra. A indiana estava praticamente inutilizável dentro do jogo, frente aos outros heróis e muito situacional. Seu redesenho permitiu uma maior usabilidade e agora ela está apta a participar do jogo.

Esse não é o caso de Mercy, especificadamente, já que ela é uma heroína muito utilizada e bem útil ao jogo.

Balanceamento

Outra heroína que sofreu alterações substanciais, a D.Va, se encaixa nessa categoria. A Matriz de Defesa da coreana é atualmente, a habilidade mais forte do jogo. Ela é um tipo de barreira que absorve praticamente tudo, inclusive supremas, e pode ser utilizada para proteger aliados de dano de forma magistral. Atualmente D.Va é um personagem praticamente obrigatório no Meta, exatamente pelo poder defensivo que possui.

Ela sempre esteve em guerra com os desenvolvedores, que a deixaram da forma que está para compensar o nerf da armadura sofrido ano passado.

A fim de recalibrar o balanceamento geral, a Matriz será nerfada em metade de eficiência, exigindo mais habilidade para ser utilizada. Para compensar essa queda de defesa, D.Va recebeu uma nova habilidade ofensiva, além de alterações de jogabilidade que permitem mais agressividade.

Mercy não está aqui, exatamente por ser uma personagem já bem balanceada

Desvio do propósito original

Mercy sempre foi uma curandeira excelente, apesar de Ana cumprir esse papel de forma mais efetiva. Porém, o nível de dificuldade para se jogar de Mercy é infinitamente inferior ao exigido para dominar Ana, o que fazia dela uma escolha segura de curandeiro.

Os desenvolvedores notaram que, com o passar do tempo, jogadores de Mercy simplesmente paravam de curar seus companheiros quando estava com a Ressurreição carregada apenas para aproveitar a habilidade em sua totalidade. Era muito comum a Mercy se esconder em algum local para que seu time morresse junto e de propósito. Isso garantia que sua suprema fosse 100% aproveitada e servia muito bem para anular wombo combos.

Só que, a função verdadeira de um curandeiro não é se esconder e parar de dar suporte ao seu time, mas sim, curar e ser útil. Esse comportamento de ser ocultar para reviver sua equipe não é o propósito original do personagem e por isso, os desenvolvedores se viram obrigados a mexerem no personagem.

Veja aqui todas as modificações (sujeito a alteração até a data presente)

Rework total

Mexeram tanto na Mercy, que praticamente temos outra heroína no lugar. Para coibir o comportamento de se esconder, a suprema não é mais a Ressurreição em massa, mas sim um Super Buff que amplia o poder do kit de Mercy em muitos números. Se chama Valquíria.

Com esse rework da suprema, agora ela é capaz de curar em grupo, assim como dar buff de dano, pode usar o Anjo da Guarda a uma distância maior e agora pode voar livremente. Além disso, o Desintegrador de Caduceu receberá melhorias substanciais que tornam a médica uma combatente a ser temida. A Valquíria tem duração de 20 segundos.

Como a Ressurreição foi transformada em uma habilidade comum, durante a Suprema ela é resetada e pode ser utilizada a cada 10 segundos. Isso permite que durante a ativação da Valquíria, você possa trazer até 3 ou 4 jogadores de volta ao combate.

Ação e Reação

A comunidade ficou muito dividida. Há quem achou muito bom o rework, mas claro, há também a galera que detestou as mudanças.

Recentemente foi notado pelos jogadores, muito mains Mercys Bronze alcançando elo Grão Mestre na Temporada 5, apenas jogando com a médica suíça, realizando ressurreições massivas durante todas as lutas. Isso acontecia porque o sistema usava um critério de ganho ou perda de SR baseado na média de desempenho de um herói.

Como Mercy não era uma heroína tão utilizada na temporada anterior, jogar com ela nessa temporada ressuscitando muitos jogadores por partida, fazia o sistema entender que aquela era uma Mercy acima da média e por isso merecia ganhar mais e perder menos.

Já estamos cientes que essa brecha não poderá ser usada na Temporada 6.

Especula-se que essa atitude da comunidade tenha feito os desenvolvedores olharem com maior atenção para a heroína para entender o que estava acontecendo. Por isso, eles acharam necessário modificá-la, sem perder seu propósito.

Minha Mercy está morta…

Temos visto muitos tópicos e discussões em grupos e redes sociais, fora os memes, sobre esse rework. Aparentemente, muitos jogadores não gostaram muito de perderem as habilidades antigas e já dizem até em mudar de main.

Uma coisa é fato de verdade. A antiga Mercy não existirá mais, e se você quiser continuar jogando com ela, precisa se adaptar.

A demoção da ressurreição para uma habilidade comum exigirá muito mais game sense e habilidade. Escolher o herói certo a reviver é uma decisão que pode ser a linha entre a derrota e a vitória.

Sua nova suprema é muito poderosa, mas, o que fazer? Você vai dar suporte massivo a seu time ou partir para o combate?

E o Meta?

Com tantas modificações, não só em Mercy, mas em outros personagens, fica a dúvida de para onde o meta irá. Atualmente o Dive vem sendo o mais efetivo meta, mas já estamos vendo foco em dano massivo sendo utilizado.

Nas classificatórias da Copa de Overwatch, a Coréia do Sul (é claro…) praticamente quebrou o Meta e esfregou ele na cara de todo mundo, com composições baseadas em dano, tendo como protagonistas Junkrat e Hanzo.

Alterar um curandeiro dessa forma pode significar um novo jeito de jogar, já que Lúcio e Ana reinam absolutos nas competições profissionais. Aumentar esse foco em cura para Mercy pode indicar novas opções para as equipes e claro, novas formas de jogar.

Ainda é muito cedo para especular qualquer coisa a respeito do Meta, mas vamos ficar de olho e aprender.

Entende a posição dos desenvolvedores quanto a essas modificações? Ainda acha que Mercy morreu? Comente!

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Sobre o autor | Website

Jogador casual de forma séria, interessado em qualquer coisa que possa ser controlada numa TV. Habilidades questionáveis em jogos de tabuleiro e agraciado pela sorte em 50% dos casos. "As amarras da sua mente, são sua prisão"

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